FFXIV | Shiva Lyrics – Oblivion

Olá Moogles, aqui é Ariel Starlight, e chegamos à Shiva, um dos primals favoritos deste que vos escreve, e um dos principais motivos para isso é, além da lore envolvida nessa história, a música que acompanha as duas fases da luta: Na primeira fase uma música calma e tranquilizante, Footsteps on the Snow, e na segunda fase um rock pesado e animador, Oblivion. Neste post farei uma rápida análise sobre a música na segunda fase.

Lembre-se, neste texto há spoilers de todo o conteúdo envolvendo a história da Shiva e personagens que estão envolvidos até o fim de Heavensward! Prossiga apenas caso esteja ciente disso :]

A música

*para ouvir a música desde o começo de play e click em Tocar no Spotify!

Oblivion

Staring at death, I take a breath, there’s nothing left
Now close my eyes, for one last time, and say goodbye

Lying naked while the snow falls all around me
Drifting closer to the edge but She won’t have me

Wake up in sweat, full of regret, try to forget
These memories, lurking beneath, lost in a dream

Unchosen paths, a broken past, forespoken wrath
The pain won’t cease, I’ll find no peace, no sweet release

Fragile creatures, we are taught to fear the Reaper
Ever running, we are dead before we meet Her

These voices telling me let it go (let it all go)
I try and try but I can’t say no (try and say no)
This endless nightmare has just begun (nowhere to run)
My heart is dragging me down into oblivion

The endless lies, I’ve cast aside, locked them in ice
Steeled is my soul, my blood grown cold, I’ve gained control

Fearless creatures, we all learn to fight the Reaper
Can’t defeat Her, so instead I’ll have to be Her

These voices screaming to let it go (never let go)
This time I’m screaming back no no no (go on say no)
My mind’s made up, yeah my fear is gone (Where have you gone?)
Open my eyes now here I come, oblivion

For the last time (I won’t say goodbye)
For the last time (I won’t say goodbye)
For the last time (I won’t say goodbye)
For the last time

Esquecimento

Encarando a morte, eu inspiro, não há nada mais
Agora fecho meus olhos, uma última vez, e digo adeus

Deito nua enquanto a neve cai ao meu redor
à deriva do abismo, mas Ela não terá à mim.

Acordo suada, arrependida, tento esquecer
Essas memórias, espreitando, perdidas em sonho

Caminhos não escolhidos, passado estilhaçado, fúria desmedida
A dor não tem fim, não tenho paz, sem uma saída fácil

Frágeis somos, ensinados a temer a Ceifadora
Só fugindo, mortos antes mesmo de encontrá-la

Essas voices dizendo “deixe ir” (deixe tudo ir)
Tento e tento mas não posso dizer não (tente dizer não)
Esse pesadelo infindável só começou (não tenho para onde ir)
Meu coração está me arrastando rumo ao esquecimento

Tantas mentiras, deixei de lado, trancadas em gelo
Preparada é minha alma, meu sangue gelou, assumi o controle

Criaturas intemíveis, aprendemos a lutar contra a Ceifadora
Não posso derrotá-la, então ao invés disso terei de ser Ela

Essas vozes gritando “deixe ir” (Nunca deixe ir)
Desta vez grito de volta não, não, não (vá em frente e diga não)
Já me convenci, sim, meu medo se foi (Para onde você foi?)
Abra meus olhos e aí vou eu, esquecimento

Pela última vez (Não direi adeus)
Pela última vez (Não direi adeus)
Pela última vez (Não direi adeus)
Pela última vez

Esquecimento (versão lirica)

A morte olhei, eu suspirei, não esperei
Os olhos vou fechar, não mais tardar, adeus vou dar

De bruços, nua, enquanto a neve vai me encobrir
Quase o fim, mas da vida não vou despedir

Me assusta, ao levantar, não vou lembrar
Memórias, vou enterrar, sumam ao sonhar

Não pude escolher | o passado ter, me enfurece
A dor não se vai, não tenho paz, não fujo mais

Frágil elezen, aprendeu a fugir do fim
Só fugindo, mortos para a vida, enfim

Essas vozes dizem pra descansar (Vá descansar)
Eu tento e tento, não posso negar (tente negar)
Esse pesadelo prestes a começar (Não posso escapar)
Meu coração me leva a me apagar, me a-pa-gar…

Tanto farsar, eu vou deixar, vou congelar
Me preparou, sangue gelou, me controlou

Vil elezen, sabe lutar contra o fim
Não venci, mas serei a morte enfim!

Essas vozes gritam pra descansar (Não descansar)
Agora grito pra não parar (Continuar)
Me decidi, medo em mim não há (Não achará)
Abro meus olhos e lá vou eu me a-pa-gar…

E eu vou (Sem me despedir)
E eu vou (Sem me despedir)
E eu vou (Sem me despedir)
E eu vou ir

Entendendo a Letra

Para escrever sobre Oblivion, decidi contar a história da luta como um lembrete.

→ Shiva

Muitos anos antes do início da aventura do Warrior of Light por Eorzea, houve uma Elezen chamada Shiva que apaixonou-se pelo dragão Hraelsvelgr. Como sua vida, porém, tem uma duração muito inferior em relação aos dragões, Shiva decidiu oferecer seu corpo para que ele a devorasse. Desta forma, seus espíritos seriam eternamente ligados. Hraelsvelgr honrou seu pedido, e por conta disso houve um período de duzentos anos de paz entre homens e dragões em que conviveram em paz.

 

→ A criação de Ishgard e da Igreja Ortodoxa

Ao fim dos duzentos anos de paz após os eventos de Hraelsvelgr e Shiva, Thordan fundou a Igreja Ortodoxa e a cidade de Holy See of Ishgard, ou apenas Ishgard. A criação da cidade teve rixas com os dragões residentes de Dravania. Neste ponto, a cidade, governada pela Igreja Ortodoxa, declara como um ato demoníaco o ocorrido de Shiva e Hraelsvelgr. As relações pioram após Thordan ser morto por Niddhog, e seu filho Haldrath arranca um dos olhos do dragão por vingança. Desde então dragões e Ishgard estão em guerra, durando mais de mil anos desde seu início.

 

→ Dragonsong War e Ysayle

Após a Sétima Era Umbral, um vilarejo em Falcon’s Nest foi soterrado e muitos de seus moradores perderam seu lar, dentre eles uma elezen chamada Ysayle. Ainda nova, descobriu que possuía o poder do echo e ouvia vozes de uma mulher que não conhecia. Todos os moradores do vilarejo foram recusados por Ishgard e, um tempo depois, uma avalanche tomaria suas vidas, com a única exceção sendo ela. Suas viagens levaram-na à Dravania, onde conheceu Hraelsvelgr e ali seguiu sua vida. Com o tempo, entendeu a natureza de suas visões do echo e, assumindo o nome de Lady Iceheart, adotou a missão de restaurar a paz encerrando a Dragonsong War por quaisquer meios necessários para que nenhuma criança voltasse a sofrer como ela sofreu. Abaixo de sua bandeira, vários marcados hereges pela Igreja Ortodoxa se juntaram para acabar com a guerra.
Ysayle então planeja utilizar seu próprio corpo como recipiente para invocar Shiva como um primal e finalmente usar o poder recebido para acabar de vez com a Dragonsong War. Foi neste momento que os Scions juntam-se aos cavaleiros templários de Ishgard para tentar impedir a invocação.
Ao alcançarem Ysayle, percebem que estavam atrasados quando ela interage com o Aetheryte congelado, transportando-a para o Akh Afah Amphitheatre.

→Sobre a música

Encarando a morte, eu inspiro, não há nada mais
Agora fecho meus olhos, uma última vez, e digo adeus

Deito nua enquanto a neve cai ao meu redor
à deriva do abismo, mas Ela não terá à mim.

Acordo suada, arrependida, tento esquecer
Essas memórias, espreitando, perdidas em sonho

A primeira parte de Oblivion retrata o medo que Ysayle sentia da morte. Ela tratava a morte como uma forma de esquecimento, como suas memórias de sua infância e as mortes vindas de lá…

Caminhos não escolhidos, passado estilhaçado, fúria desmedida
A dor não tem fim, não tenho paz, sem uma saída fácil

Frágeis somos, ensinados a temer a Ceifadora
Só fugindo, mortos antes mesmo de encontrá-la

Mas pouco a pouco sente-se corroída por essas memórias. Ela não pode fazer nada para defender a si ou sua família e companheiros de vilarejo. Com tempo, acaba usando esses sentimentos para impulsionar sua vontade de mudar o mundo ao seu redor, de qualquer maneira que conseguisse; Ysayle passa a ver os outros como covardes por não lutarem.

Essas vozes dizendo “deixe ir” (deixe tudo ir)
Tento e tento mas não posso dizer não (tente dizer não)
Esse pesadelo infindável só começou (não tenho para onde ir)
Meu coração está me arrastando rumo ao esquecimento

Esse refrão mostra a dualidade dos sentimentos e da vontade de Ysayle. Por um lado, teme a morte como um esquecimento, e por isso não quer morrer. Ao mesmo tempo, quer lutar para melhorar o mundo e salvar Ishgard, só que seu coração a aperta em todas as vezes que sente que será esquecida caso morra e tudo seria em vão.

Tantas mentiras, deixei de lado, trancadas em gelo
Preparada é minha alma, meu sangue gelou, assumi o controle

Criaturas intemíveis, aprendemos a lutar contra a Ceifadora
Não posso derrotá-la, então ao invés disso terei de ser Ela

Neste ponto, a dualidade não existe mais. Ysayle tomou a sua decisão de lutar. Já com o conhecimento de Shiva por conta do Echo, decide lutar, independente do que aconteça a si. Ela trancou suas emoções para si, em gelo, e irá lutar. Decidiu também que não medirá forças para conquistar o que quer, independente de quantos terá que sacrificar no processo.

Essas vozes gritam pra descansar (Não descansar)
Agora grito pra não parar (Continuar)
Me decidi, medo em mim não há (Não achará)
Abro meus olhos e lá vou eu me a-pa-gar…

Neste ponto da música, não sabe-se quem é o eu-lírico: Ysayle ou sua manifestação de Echo da Shiva. As vozes em sua cabeça não lutam mais contra a decisão que tomou nas estrofes anteriores, decidindo aceitar o que vier para si.

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